ex-secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, contestou a narrativa de que a superlotação dos hospitais Socorrão I e II, em São Luís, é causada principalmente pela chegada de pacientes do interior do Maranhão. Em pronunciamento público, ele defendeu um debate transparente e baseado em dados, destacando que problemas estruturais da rede municipal também têm peso significativo na crise.
Tiago apontou a baixa cobertura da atenção básica em diversos bairros da capital como um dos fatores que aumentam a demanda por atendimentos de urgência. Segundo ele, São Luís ocupa a última posição entre as capitais do Nordeste em cobertura de atenção primária, enquanto o Maranhão avançou para o terceiro lugar no ranking regional.
O ex-secretário também revelou que o Governo do Estado propôs utilizar o Hospital da Ilha para atender pacientes com AVC e queimaduras, medida que poderia desafogar os Socorrões, mas que não houve acordo com a Prefeitura de São Luís. Para ele, a ampliação da atenção básica e o melhor aproveitamento da estrutura hospitalar existente seriam caminhos mais eficazes para reduzir a pressão sobre as unidades.
Ao final, Tiago Fernandes criticou a tentativa de atribuir a responsabilidade da crise exclusivamente aos pacientes do interior e reforçou a necessidade de um debate responsável sobre a saúde pública da capital. “As informações precisam ajudar na construção de soluções, e não apenas na busca por culpados”, defendeu.




































