São Luís – O debate sobre a crise na saúde pública da capital maranhense ganhou novos capítulos após declarações contundentes do ex-secretário de Saúde do Maranhão, que apontou falhas graves na gestão municipal e questionou a eficiência do atendimento básico oferecido à população.
Segundo ele, São Luís recebe repasses federais justamente por ter a responsabilidade de atender pacientes de urgência e emergência vindos de diversos municípios do Maranhão, dentro de uma pactuação regional firmada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, apesar desse reforço financeiro, a situação enfrentada diariamente nas unidades hospitalares segue crítica.
O ex-secretário destacou que a capital possui atualmente menos de 40% de cobertura na atenção primária, o que representa cerca de 500 mil ludovicenses sem acesso adequado à saúde preventiva, considerada essencial para evitar o agravamento de doenças e reduzir internações.
De acordo com ele, a deficiência no atendimento básico acaba empurrando milhares de pessoas para unidades de alta complexidade, sobrecarregando hospitais e principalmente o Socorrão, que enfrenta constante superlotação.
“O Socorrão está lotado de situações que poderiam ser prevenidas”, afirmou, defendendo a ampliação urgente dos serviços básicos de saúde como estratégia para desafogar a rede de urgência e emergência da capital.
A declaração reacende o debate sobre a gestão da saúde pública em São Luís e levanta questionamentos sobre a aplicação dos recursos destinados ao setor, enquanto milhares de moradores continuam enfrentando dificuldades para conseguir atendimento.
(Reprodução: @uq_pdc)





































