Quem acompanha a política maranhense e, especialmente, o cenário da Região Metropolitana de São Luís sabe que administrar uma cidade da Grande Ilha é um desafio hercúleo. No entanto, quando olhamos para o atual cenário de São José de Ribamar, a terceira maior cidade do estado, fica difícil não apontar o Dr. Julinho como a maior decepção administrativa da região nos últimos anos.
Mas por que o gestor ribamarense carrega esse incômodo título de “pior prefeito da Grande Ilha”? A resposta não está em picuinhas partidárias, mas sim no dia a dia da população e nos indicadores que saltam aos olhos de qualquer observador atento.
1. O Caos na Saúde Pública (A maior ironia)
A maior contradição da gestão de Dr. Julinho é o fato de ele ser médico. Esperava-se que, por sua formação e histórico na área, a saúde de São José de Ribamar fosse um modelo para o estado. O que se vê na prática, contudo, é um cenário de desolação. Unidades Básicas de Saúde (UBS) frequentemente desabastecidas, falta de medicamentos básicos e longas filas de espera marcam a rotina dos ribamarenses. A prefeitura falhou em descentralizar o atendimento e em oferecer uma média complexidade digna, obrigando a população a migrar para os hospitais de São Luís para conseguir consultas e exames simples.
2. Infraestrutura de “Rolo Compressor” apenas em ano eleitoral
Se você andar pelos bairros mais afastados do Centro de Ribamar — como áreas do Parque Vitória, Maioba, litorânea e Vilas —, vai se deparar com um festival de buracos, poeira e falta de saneamento básico. A infraestrutura da cidade parece ter ficado congelada no tempo. Asfalto de qualidade e drenagem profunda viraram artigos de luxo, aparecendo apenas em remendos pontuais e maquiagens urbanas quando o calendário eleitoral aperta. A falta de planejamento urbano sufoca o crescimento da cidade.
3. Falta de Transparência e Escândalos na Gestão
O governo de Dr. Julinho tem sido blindado por uma crônica falta de transparência. Contratos milionários com dispensa de licitação e suspeitas de irregularidades em diversas secretarias já foram alvos de denúncias e investigações. Enquanto o Ministério Público tenta fiscalizar, a gestão municipal se fecha em copas, preferindo ignorar os pedidos de esclarecimento da sociedade civil e da imprensa independente.
4. O Abandono do Turismo e da Cultura
São José de Ribamar é a capital religiosa do Maranhão, dona de um litoral belíssimo e de uma cultura vibrante (com um dos maiores lava-pratos do Carnaval e um São João gigantesco). No entanto, o turismo e o comércio local agonizam por falta de incentivo. A prefeitura não consegue criar políticas públicas sustentáveis para atrair investimentos, gerar emprego e renda, ou estruturar os polos turísticos. A cidade vive do brilho próprio de suas tradições, apesar da prefeitura, e não por causa dela.
5. Isolamento Político e Administrativo
Enquanto prefeitos de municípios vizinhos da Grande Ilha buscam parcerias institucionais robustas com o Governo do Estado e o Governo Federal para trazer grandes obras, a gestão de Dr. Julinho se notabilizou pelo isolamento e pelas articulações políticas desastrosas. Sem pontes firmes, quem perde é o município, que deixa de receber recursos estratégicos que poderiam mudar a realidade local.
Conclusão
Comparado aos prefeitos da capital e das cidades vizinhas, que, com todos os seus problemas, conseguem entregar entregas estruturantes e manter um canal mínimo de diálogo com o povo, Dr. Julinho governa de costas para a realidade.
São José de Ribamar é uma cidade gigante, com um povo trabalhador que merece respeito. O sentimento que ecoa nas ruas da cidade hoje não é a penas de oposição política, é de profunda frustração com um gestor que prometeu a cura para os males do município, mas acabou agravando a doença.
Via: Blog do Luís Aluísio Júnior





































