Uma mãe denunciou a maternidade Natus Lumine, em São Luís, por suposta negligência no atendimento ao filho, um bebê de apenas 1 ano e 3 meses, que enfrenta sérios problemas de saúde desde o início de junho e, segundo ela, teve o quadro agravado após falhas durante a internação.
De acordo com Camila Ferreira, no dia 5 de junho, a criança deu entrada na unidade apresentando forte desconforto respiratório, afundamento das costelas e baixa saturação. Exames realizados detectaram rinovírus e outro tipo de coronavírus, diferente da Covid-19. Durante a internação, o bebê recebeu antibióticos, mas, segundo a mãe, o tratamento foi interrompido no segundo dia após a perda do acesso venoso, mesmo sem a recuperação completa.
Poucos dias após receber alta, a criança continuou apresentando sintomas e foi levada para avaliação médica particular. Novos exames apontaram que o quadro evoluiu para broncopneumonia, sinusite e inflamação no ouvido, levantando a suspeita de que a infecção inicial não teria sido tratada corretamente.
Camila também denuncia que o hospital teria impedido que outro médico avaliasse o bebê, além de relatar uma atitude considerada abusiva por parte de uma profissional, que teria retirado receitas médicas de suas mãos sem autorização.
A situação voltou a se agravar nesta quinta-feira (25), quando a criança retornou ao hospital com febre alta e novos sintomas. Segundo a mãe, o quadro de saúde piorou significativamente após a suspensão do antibiótico durante a primeira internação. O que inicialmente era uma gripe e infecção respiratória evoluiu para um quadro de mastoidite, uma grave inflamação no osso localizado atrás do ouvido, condição que só foi descoberta após a insistência da própria mãe para que novos exames fossem realizados, já que a profissional que atendeu a criança no dia anterior apenas examinou o bebê e o mandou para casa.
Camila afirma que, após a confirmação do diagnóstico, foi orientada a tratar o filho em casa. No entanto, ao procurar a pediatra responsável pelo acompanhamento da criança, recebeu a recomendação imediata para retornar ao hospital e solicitar a internação, uma vez que o quadro de mastoidite exige medicação intravenosa e acompanhamento médico rigoroso. Segundo ela, ainda nesta sexta-feira retornaria novamente à unidade em busca de atendimento adequado.
A mãe afirma ainda que chegou ao hospital às 10h19 da manhã e, mesmo com o filho apresentando 38,8°C de febre, não conseguiu que ele fosse reavaliado por outro médico, apesar dos diversos pedidos feitos à equipe. Em relação à direção da unidade, Camila afirma que não conseguiu encontrar nenhum responsável, pois, segundo informações repassadas a ela, todos já haviam saído para o horário de almoço. Mesmo permanecendo no hospital até às 19 horas, ninguém da direção apareceu para prestar qualquer esclarecimento ou falar com ela.
Segundo Camila, além da demora no atendimento, o bebê também não recebeu alimentação adequada durante horas. Ela relata que apenas uma sopa foi solicitada e, até próximo ao horário do jantar, nenhum outro alimento havia sido entregue, deixando a criança sem se alimentar.
Em um desabafo revoltado, a mãe afirmou estar cansada da situação e denunciou o que classificou como descaso e falta de respeito. Segundo ela, esta não é a primeira vez que leva o filho à unidade sem conseguir uma solução definitiva para o problema.
“Meu filho está doente desde o dia 5 de junho. Deram alta sem o nosso consentimento, sem segurança, e agora eu peço uma reavaliação por outro médico e ninguém aparece. É um completo descaso. Estou de saco cheio disso”, declarou.
O caso gerou forte indignação e levanta questionamentos sobre a conduta adotada no acompanhamento médico prestado à criança. A família afirma que seguirá buscando respostas e cobrando providências sobre o atendimento recebido.





































