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Páscoa de horror: um ano depois, morte de irmãos por ovo envenenado segue sem julgamento no MA

Caso que chocou o país ainda aguarda decisão da Justiça enquanto família cobra por resposta definitiva

IMPERATRIZ (MA) – Um crime que transformou a Páscoa em tragédia ainda ecoa sem desfecho. Um ano após a morte dos irmãos Luiz Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13, vítimas de um ovo de Páscoa envenenado, o caso permanece sem julgamento e sem data definida para ir ao júri popular.

As crianças consumiram o chocolate na noite de 16 de abril de 2025, junto com a mãe, Mirian Lira. Horas depois, todos passaram mal e foram levados ao hospital. Luiz Fernando não resistiu e morreu pouco após dar entrada na unidade de saúde. Evelyn lutou por cinco dias, mas também não sobreviveu. Mirian ficou internada, chegou a ser intubada, mas conseguiu se recuperar fisicamente — carregando, desde então, a dor irreparável da perda.

Apontada como autora do crime, Jordélia Pereira Barbosa está presa desde o dia 17 de abril de 2025. Mesmo com a denúncia aceita pela Justiça e a decisão de levá-la a júri popular, o julgamento ainda não aconteceu. O motivo é um recurso apresentado pela defesa, que segue em análise no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), travando o andamento do processo.

Enquanto a burocracia judicial avança lentamente, a família das vítimas vive a angústia da espera. Para Mirian Lira, a prisão da acusada trouxe um alívio momentâneo, mas está longe de representar justiça.

“A investigação foi rápida e eficiente, mas a justiça só será completa quando houver julgamento e sentença”, desabafou.

Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime teria sido motivado por ciúmes e vingança. Mirian mantinha um relacionamento com o ex-companheiro da acusada, o que, de acordo com a apuração, teria sido o estopim para o envenenamento. Jordélia chegou a admitir que comprou e enviou o chocolate, mas nega ter colocado veneno. Ainda assim, laudos periciais confirmaram a presença da substância tóxica no doce e nos corpos das vítimas.

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O inquérito reuniu provas como imagens de câmeras de segurança, comprovantes de compra e materiais apreendidos no momento da prisão, incluindo perucas e vestígios de chocolate. Com base nesses elementos, a acusada foi indiciada por duplo homicídio e tentativa de homicídio.

Mesmo com a repercussão nacional e internacional do caso, o processo segue sob segredo de Justiça e sem previsão para julgamento. Enquanto isso, a dor da família se mistura à sensação de impunidade.

Um ano depois, a pergunta permanece sem resposta: quando a Justiça, de fato, será feita?

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